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 Santa Catarina,   


AGRONEGÓCIO
Evandro Novak
Jornalista DRT 9429/RS

novak@bomdiasc.com.br
 

BOM DIA RURAL  


Milho da Conab chega em SC

na primeira semana de março

 

17/02 - Oeste - A Conab divulgou que vai dar início as ações de suprimento de milho para o estado de Santa Catarina. O leilão para contratação dos serviços de frete será realizado no dia 29 de fevereiro, o embarque inicia no dia 05 de março e o prazo máximo para entrega total do produto é de 35 dias úteis.

Celso Maldaner com Dr. Macelo Melo, Diretor de Operações e Abastecimento da Conab

A informação foi repassada ao deputado federal Celso Maldaner (PMDB), vice presidente da Comissão de Agricultura, que informou ainda que a quantidade destinada para Santa Catarina é de 22 mil toneladas. O produto é destinado ao atendimento aos criadores de pequeno porte, por intermédio do Programa de Vendas em Balcão. Maldaner ainda informou que os locais de destino onde o milho estará disponível são nos municípios de Descanso, Mondaí, Palmitos, Itapiranga, Pinhalzinho, Herval do Oeste e Joaçaba.


Departamento técnico da Coocam

avalia nova tecnologia para o soja
 

15/02 - Campos Novos – Na manhã de quinta-feira (10), o departamento técnico da Coocam participou de tour na Fazenda do Alegre, de propriedade de Nelson Arlindo Bess, em Campos Novos para avaliar nova tecnologia para a produção de soja.

A Intacta RR2 PRO, da Monsanto associa a segunda geração de soja RR, que possui tolerância a aplicação de glifossato com a proteção contra as principais lagartas – lagarta-da-soja, falsa-medideira, broca-das-axila - que atacam a soja, ou seja, tecnologia Bt.

De acordo com o engenheiro agrônomo da Coocam, Silvio Zanon, a tecnologia é boa, e agrega lucratividade ao produtor rural, pois faz com que o produtor diminua o custo com a aplicação de inseticidas. “Acreditamos que com menos danos dessas pragas, o soja expressará maior potencial produtivo.”, explicou.

Segundo Silvio, um dos produtores da Coocam, Riscala Fadel Junior também plantou um campo demonstrativo com essa tecnologia que apresentou potencial produtivo tão bom quanto à usualmente utilizada. “Depois da colheita vamos poder avaliar se a planta, sofrendo menos stress, devido ao não ataque da lagarta, apresentará maior produtividade”, disse Silvio.

A Intacta RR2 PRO já foi aprovada no Brasil e aguarda agora a aprovação pela União Européia e pela China para então as primeiras lavoras comerciais serem plantadas. “Vale lembrar que após a aprovação em nível mundial, essa tecnologia será disponibilizada para todos os obtentores de sementes de soja no Brasil, tais como Brasmax, Embrapa, Nidera, Fundacep, entre outras.”, disse o engenheiro agrônomo da Coocam, Cristiano Nascimento.


Procura por seguro

rural ainda é baixa em SC

 


Nelton Rogério de Souza,
Vice-Presidente da Faesc

14/02 - Florianópolis - Santa Catarina enfrenta nos últimos anos as adversidades do clima e cada região vive um dilema. Enquanto no litoral os produtores sofrem com os prejuízos da chuva, no oeste a seca castiga. Boa parte da produção no setor agropecuário se perde, o campo enfraquece e os consumidores pagam preços altos por essas intempéries. Mas o produtor é o maior prejudicado, pois trabalha o ano inteiro para no fim ter pouco resultado. Por isso, uma das saídas é recorrer ao seguro rural para recuperar as perdas na produção.

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) observa que a procura pelo seguro agrícola ainda é muito limitada. O vice-presidente Nelton Rogério de Souza lembra que até o início de 2011 apenas 10% da área de grãos e culturas permanentes estavam seguradas, representando 6,7 milhões de hectares, mesmo com um acréscimo significativo comparado a 2006: em cinco anos, os investimentos do Ministério da Agricultura às subvenções passaram de R$ 31,12 milhões para R$ 253,5 milhões (2011). O valor é 27,8% superior aos R$ 198,3 milhões pagos em prêmio do seguro rural em 2010.

Santa Catarina é o quarto Estado com maior adesão ao seguro rural (R$ 30,3 milhões), ficando atrás do Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo. Foram 224 mil hectares segurados no território barriga-verde. A cultura que mais demandou o seguro foi a soja. A maçã ocupou o segundo lugar, seguida pelo milho safrinha.

Mesmo com o incentivo para o seguro rural, por que o número de beneficiários ainda é baixo? Na avaliação do dirigente, custa caro para o produtor contratar o seguro e, na hora de reaver os investimentos, é pouco remunerado, além de haver limite no pagamento das indenizações. “A escassez de informações econômicas e estatísticas para subsidiar a análise de riscos e o cálculo financeiro na composição dos termos das apólices constituem um problema, porque influenciam a exatidão das informações, imprescindíveis para o crescimento do seguro rural”.

Souza enfatiza que o médio produtor é o mais prejudicado, pois os pequenos agricultores têm acesso a outros sistemas de financiamentos, a exemplo do Pronaf, seguro automático da produção. “Em certos casos, quando há grandes perdas, a dívida é perdoada pelo Governo, contribuindo para que as famílias dependentes da agricultura familiar possam se reerguer”.

O vice-presidente da Faesc realça que o risco na agricultura é permanente e não apenas decorrente de intempéries climáticas. O comportamento imprevisível do mercado, a inconstância das cotações agrícolas e do câmbio constituem riscos presentes. Por isso, o fortalecimento e a expansão do seguro rural passam pelos investimentos em subvenção, fundo de catástrofe e resseguro, pois quanto maior for a adesão menor será o custo.

 Hoje, o produtor pode recorrer ao Seguro Agrícola, Seguro Pecuário, Seguro Aquicola, Seguro de Florestas e Seguro de Penhor Rural.

No caso do seguro agrícola, as subvenções auxiliam para torná-lo mais acessível. Em Santa Catarina, oito culturas recebem do Governo Federal custeio de 50% do valor do prêmio pago aos produtores: arroz, cebola, feijão, maçã, milho, soja, trigo e uva. “Algumas dessas culturas são mais resistentes, mas outras sofrem com os efeitos climáticos. Uma tempestade de granizo pode acabar com a plantação de maçãs em poucos minutos”, expõe Souza.

Com o longo período de estiagem no oeste e as chuvas no litoral, no início deste ano o Governo de Santa Catarina ampliou o pagamento do prêmio ao produtor, contribuindo com o aumento das subvenções federais. “Com o aporte do Governo do Estado, o produtor rural terá mais condições de aderir ao seguro rural, insumo essencial para o setor primário, capaz de determinar a permanência competitiva do produtor no campo ou sua expulsão no rastro do êxodo rural”, finaliza.


A difusão das tecnologias no Dia de

 Campo Copercampos que inicia nesta terça-feira
 

13/02 - Campos Novos - Os portões do Campo Demonstrativo abrem às 8hs da manhã desta terça-feira, 14 de fevereiro. A expectativa da organização do 17º Dia de Campo é de que o evento deste ano supere o evento anterior em negócios, público e principalmente, na apresentação das melhores tecnologias para o crescimento do agronegócio

A 17ª edição do evento da Copercampos tem um foco especial para a pecuária leiteira. No setor que cresce continuamente na região de Campos Novos, a cooperativa apresentará soluções para uma maior rentabilidade e principalmente de disponibilidade de alimentos aos animais.

A área de pastagens terá demonstrações de diferentes culturas gramíneas e de acordo com o Engenheiro Agrônomo Carlos Alberto Dall’oglio, o manejo da pastagem é que define o resultado produtivo. “As pastagens manejadas de forma intensiva apresentam uma maior eficiência na produção de massa e com nutrientes essenciais para produção de leite. Estamos com novas variedades em pastagens e algumas já conhecidas dos agropecuaristas, mas manejadas de forma diferenciada, visando a maior produtividade nas áreas”, comenta Dall’oglio.

Novos cultivares de soja e lançamentos de variedades de feijão, assim como a demonstração de híbridos de milho e sorgo são atrativos que interessam os agricultores da região. “Neste evento apresentamos os melhores produtos das diversas empresas parceiras para cada região, período de plantio e para cada finalidade desejada pelos agricultores. Temos no Campo Demonstrativo uma demonstração real do potencial das variedades cultivadas pelos agricultores e todos obterão informações para ampliar a produção em suas empresas rurais”, ressalta o coordenador do Campo Demonstrativo Fabrício Jardim Hennigen.

A parceria com a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Extensão Rural de Santa Catarina - Epagri apresenta nestes três dias de evento uma diversidade de atividades que podem ser executadas nas propriedades. Nesta terça-feira, às 10hs da manhã, a Epagri traz a palestra com o tema “Fábrica de Peixe e Biodigestor: Intensificando o Agronegócio”. A Fábrica de Peixe é um sistema de criação e cultivo intensivo, projetado para funcionar em espaço reduzido, com baixo custo de água, energia e mão de obra, permitindo assim uma produção econômica aliada a um fácil manejo.

Para o diretor presidente da Copercampos Luiz Carlos Chiocca, o Dia de Campo é uma vitrine de valorização do agricultor e das tecnologias existentes para o trabalho no campo. “Nesta 17ª edição continuamos com os princípios do primeiro evento, realizado em 1996. Estamos com todos os stands preparados para proporcionar conhecimento aos agricultores. Técnicas de plantio, com diferentes adubações e quantidade de sementes por metro, visando a maior produção são alguns dos diferenciais do evento e queremos convidar a toda população de nossa região para conhecer o potencial agrícola e tecnológico de nossa região que é referência agrícola para o estado e para o Brasil”, destaca.

Felipe Götz / Assessor de Comunicação Copoercampos


Grupo Interministerial virá ao Estado

estudar alternativas e soluções para a estiagem

 

11/02 - Brasília - Saretta participa de reunião em Brasília e diz que Grupo de Trabalho Interministerial virá ao Estado para estudar alternativas e soluções em relação a estiagem

O deputado Neodi Saretta esteve em Brasília, nesta quinta-feira (09), onde participou de reunião no Ministério da Integração Nacional com o coronel Humberto de Azevedo Viana Filho da Secretaria Nacional da Defesa Civil para tratar da estiagem em Santa Catarina.

A reunião discutiu questões emergências, já que a estiagem levou mais de 100 municípios a decretar situação de emergência. O governo Federal já liberou R$ 11 milhões de reais para socorro imediato e, conforme informou Saretta, o Governo Federal anunciou a liberação de mais R$ 10 milhões de reais para atender os municípios afetados pela estiagem.

Os prefeitos que participaram da audiência reclamaram que os recursos que já foram liberados pelo Governo Federal e destinados ao Governo do Estado, para amenizar os efeitos da estiagem, têm demorado muito para chegar aos municípios. Segundo Saretta foi debatido a possibilidade de os recursos serem encaminhados diretamente aos municípios afetados.

Segundo o parlamentar, um ponto importante da audiência foi o anúncio da vinda para Santa Catarina, do Grupo de Trabalho Interministerial, constituído pelo Governo Federal, para estudar alternativas e soluções estruturantes a médio e longo prazo em relação a estiagem no estado.
Também participaram da audiência, prefeitos do oeste e lideranças políticas da região.


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