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 Santa Catarina,   


BOM DIA RURAL
Evandro Novak
Jornalista DRT 9429/RS

novak@bomdiasc.com.br

 

AGRONEGÓCIO


Faesc: importação excessiva

de leite prejudica produtor e indústria em SC
 


José Zeferino Pedrozo,
presidente da Faesc

22/02 - Florianópolis - O Brasil está fazendo importações excessivas, predatórias e possivelmente fraudulentas de leite, prejudicando produtores rurais e indústrias. A “farra” da importação maciça de leite em pó de países do Mercosul foi duramente criticada pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC).

O presidente da FAESC, José Zeferino Pedrozo, disse que o governo deve investigar o expressivo e suspeito crescimento das importações de lácteos em janeiro deste ano, conforme denunciado ao Ministério da Agricultura pela Câmara Setorial do Leite da Confederação Nacional da Agricultura (CNA).

Em janeiro as importações de lácteos dispararam e atingiram 11.753 toneladas de leite em pó (equivalente a 200 milhões de litros de leite), muito acima da média mensal do ano de 2011 que foi de 7.162 toneladas. Somente as importações de leite em pó do Uruguai somaram 6.221 toneladas, volume 67% acima das 3.750 importadas em janeiro do ano passado.

Pedrozo suspeita da triangulação nas vendas por países vizinhos e parceiros do Mercosul. Outros países poderiam estar utilizando o Uruguai como escala para entrar no mercado brasileiro, aproveitando-se da tarifa zero no comércio dentro do Mercosul.

"É uma concorrência predatória, que desestrutura a produção nacional", argumenta o dirigente. O crescimento expressivo na importação ainda não teve pressão sobre os preços internos por causa da redução da captação de leite provocada pela estiagem no sul do país e excesso de chuvas em Minas Gerais.

O presidente da FAESC afirma que não pretende qualquer tipo de proteção ao mercado interno, mas coibir as práticas desleais de comércio, que trazem graves prejuízos aos produtores de leite catarinenses.

Critica a não fixação de cotas de importação e a revogação, ainda em 2010, das licenças de importações não-automáticas do Uruguai, o que facilita a entrada de produtos no Brasil. O dirigente adverte que haverá recuo da produção leiteira e o sucateamento dos laticínios e propriedades rurais, pois em breve os produtores terão que comercializar o leite abaixo dos custos de produção.

COTAS

O presidente da FAESC reivindica a definição de cotas para o Uruguai, como ocorreu com a Argentina, também integrante do Mercosul, e justifica os custos mais elevados do produtor brasileiro: a alta tributação vigente no Brasil prejudica os produtores nacionais, ampliando a desvantagem competitiva em relação ao Uruguai. No Brasil, os pecuaristas de leite pagam 9,25% de Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) em insumos como ração e sal mineral. Estes itens representam cerca de 40% do custo operacional total da produção.

Esta não é a primeira vez que a Faesc protesta contra o surto de importações de leite em pó proveniente do Uruguai. A Federação alerta que, acrescidas a entrada de produtos lácteos de terceiros mercados, essa importação inviabiliza a competitividade dos produtores de leite brasileiros, que não conseguem concorrer com o volume de subsídios aplicados aos produtores desses países.

O presidente lembra que os demais exportadores considerados competitivos no mercado mundial, a exemplo da Argentina e do Uruguai, adotaram práticas desleais de comércio para continuar exportando seus excedentes.

Em 2009, uma crise semelhante envolveu Brasil e Uruguai. Na ocasião, além de subfaturamento, os parceiros do Mercosul realizavam pagamentos diretos aos seus produtores, ou seja, também subsidiavam a produção. A Faesc e a CNA chegaram a solicitar o cancelamento das importações de leite em pó do Uruguai e de outros países para a redução das distorções do mercado internacional do leite.

EFEITOS

O leite é o principal produto de grande parte dos estabelecimentos rurais. Santa Catarina produz 2,2 bilhões de litros/ano gerados por 60.000 estabelecimentos rurais e processados por 23 indústrias de laticínios. O Estado ocupa a sexta posição nacional como maior produtor, concentrando 72% da produção no Oeste, onde a maioria dos produtores é vinculada às cooperativas. As pequenas propriedades (com menos de 50 hectares) respondem por 82% do leite produzido.


Importação maciça: esse

 perigo ameaça a cebola catarinense
 

17/02 - Florianópolis - Um perigo ronda a cultura da cebola em Santa Catarina. A colheita está avançada, a produção foi boa e os preços estão compensatórios. Mas há uma ameaça no ar: está previsto o maciço ingresso no mercado brasileiro de cebola de Argentina e da Holanda a partir de março.

“Isso será ruim para os cebolicultores brasileiros”, vaticina o vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC), Enori Barbieri.


Enori Barbieri, vice-presidente da Faesc

Neste momento, o preço está bom para os produtores rurais: a saca de 20 kg de cebola está sendo comercializada a 20 reais. Mas a expectativa de importações gera ansiedade. A supersafra que a Holanda colheu neste ano é preocupante, pois jogará grande volume no mercado internacional. Importadores catarinenses (atacadistas) já fecharam negócios pagando oito reais pela saca de 20 kg da cebola holandesa posta nos portos brasileiros, ou seja, menos da metade do preço do mercado doméstico.

Com base em exemplos do passado recente, quando a importação desestruturou o mercado brasileiro, Barbieri orienta os agricultores a acelerarem os contratos de venda e desovarem os estoques. “Tudo pode acontecer, mas é muito provável que as importações façam cair os preços internos”, expõe.

A última safra catarinense (2010/11) obteve recordes históricos e resultou na produção bruta de 537,5 mil toneladas, com área cultivada de 22.224 hectares e rendimento médio de 24.187 kg/ha. O crescimento foi de 18,3% e 13,2% em produção bruta e rendimento médio, respectivamente. A área cultivada cresceu apenas 4,5%, caracterizando a estabilidade da cultura da cebola em Santa Catarina.

Entretanto, o excesso de chuva dos meses de dezembro e janeiro, atrasos na colheita, na cura a campo e no recolhimento fizeram com que as perdas pós-colheita atingissem 35%, reduzindo a oferta líquida da produção para 349,4 mil toneladas. Mesmo assim, esse volume foi 17,2% superior à safra anterior.

RESULTADO RUIM

Enquanto em outras regiões do País houve aumento expressivo da área e da produção, como resultado direto dos bons preços recebidos no período de primavera e verão de 2009/10, apenas nas regiões catarinenses do Planalto Norte e de Curitibanos houve aumento significativo na área plantada.

A região de maior produção compreende municípios do Alto Vale do Itajaí, da Grande Florianópolis e do Planalto Catarinense que tem como polo cebolífero o município de Ituporanga.

O vice-presidente da FAESC lembra que o preço recebido pelos produtores foi cerca de 2,5 vezes menor. Assim, o resultado financeiro total foi de 116,3 milhões de reais na safra 2010/11 contra 232,1 milhões de reais da safra 2009/2010.


 

Dia de Campo

da Coocam acontece no dia 25
 

15/02 - Campos Novos – O campo demonstrativo já está pronto e as empresas parcerias já se organizam para demonstrar os resultados da tecnologia empregada para a produção de milho e soja para a próxima safra de verão.

Isso porque o Dia de Campo da Coocam acontece no próximo dia 25, sábado a partir das 9h30, no Campo Demonstrativo da cooperativa, na filial de Barracão - RS. O evento acontece para os produtores rurais e associados convidados, a fim de demonstrar para eles o que de melhor existe no mercado, em termos de sementes, defensivos agrícolas e fertilizantes.

Conforme o engenheiro agrônomo da Coocam, Cristiano Nascimento, o Dia de Campo da Coocam acontece de forma diferenciada e tem foco no atendimento ao produtor rural. “Nosso dia de Campo tem por meta fazer o atendimento personalizado ao produtor rural, demonstrando o que melhor tem se adaptado a nossa região. Não temos intenção comercial, e sim, temos a intenção de passar o maior conhecimento possível ao produtor cooperado da Coocam”, explicou.

Todo o evento acontece de forma dinâmica e participativa, sendo que são formados grupos de produtores rurais, que juntos avaliam todos os campos das empresas parcerias, onde são trocadas experiências e feitas avaliações da aplicabilidade dos produtos. “Damos condições do produtor avaliar de perto, junto ao departamento técnico da Coocam cada uma das cultivares e variedades apresentadas. E esse é o modelo que queremos desenvolver, um Dia de Campo técnico, focado no produtor, técnico e em cada região que temos filial”, disse Cristiano.

E esse é o próximo objetivo da Coocam, fomentar um Dia de Campo em cada uma das filiais, a fim de criar proximidade com os produtores de cada região, e prestar um serviço especializado para cada uma delas. “Estamos desenvolvendo projetos e viabilizando áreas para implantar um campo demonstrativo em Curitibanos e outro em Lebon Régis. Com isso, conseguiremos levar conhecimento a cada um dos produtores, com a comodidade de eles estarem próximos de suas casas e visualizarem no campo uma realidade com condiz com a produção de cada um deles”, explicou.


Governo tenta baratear

 a ração animal no Sul devido à seca
 

14/02 - Sul - O governo deve publicar até o final deste mês uma portaria interministerial de apoio à compra de milho a preço por pequenos produtores de aves, suínos e gado leiteiro do Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, estados mais atingidos pela seca prolongada no Sul do país. Segundo o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abas­tecimento (Mapa), Caio Rocha, o preço de mercado do produto está em R$ 30 por saca de 60 quilos, mas será oferecido a cerca de R$ 20 para que os produtores prejudicados pela estiagem possam alimentar sua criação. O milho é misturado à alimentação do gado. Para sustentar a competitividade das agroindústrias dos dois estados que também precisam de ração, o governo lançará leilões na modalidade Valor de Escoa­mento do Produto.

Gazeta do Povo


 

Carne suína é a mais produzida no mundo

há mais de três décadas, afirma USDA
 

13/02 -  Mundo - A carne suína manteve sua posição de mais produzida no mundo em 2011, informa o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O posto é mantido desde 1979, quando a produção de carne de porco superou a de carne de frango.

Em 2011, a produção de carne de frango foi de 81,0 milhões de toneladas, um crescimento de 43,7% em uma década. Já a produção de carne suína foi de 101,1 milhões de toneladas equivalente carcaça, 18,1% maior do que em 2001.

No período, a produção de carne bovina foi a que menos evoluiu. Entre 2001 e 2011, a produção aumentou 7,9%, atingindo 56,8 mil no ano passado.

Fonte: Scot Consultoria


Governo investe R$ 150 milhões

na comercialização do trigo
 

A medida é para amenizar os prejuízos que os produtores

rurais tiveram com a estiagem, especialmente no Sul do país.

11/02 -  Brasil - O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) investirá R$ 150 milhões na comercialização de trigo. O leilão está marcado para a próxima semana, sexta-feira, dia17, e será conduzido pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), vinculada ao Mapa. Portaria autorizando a operação de Prêmio para Escoamento de Produto (PEP) foi publicada nesta quinta-feira, 9, no Diário Oficial da União (DOU).

Serão beneficiados com a medida, indústrias moageiras de trigo, avicultores e suinocultores que disponham de indústrias próprias de ração animal, inclusive integração e comerciantes de cereais. Segundo o secretário de Política Agrícola do ministério, Caio Rocha, a iniciativa atende a uma demanda do setor produtivo. “É uma maneira de garantirmos o preço mínimo ao produtor e viabilizar que parte do trigo seja destinada para ração animal”, salientou Rocha, durante divulgação do quinto balanço da safra 2011/2012, hoje, em Brasília.

Seguindo o cronograma do governo de apoio aos agricultores afetados pelas oscilações do clima no país, especialmente a estiagem na região Sul, Rocha confirmou mais duas medidas que devem amenizar os impactos da seca na região. Serão publicadas nos próximos dias, no DOU, portarias para a comercialização de milho. Uma autorizando leilões por meio de Valor de Escoamento de Produto (VEP), para criadores e indústria, no total de 500 mil toneladas, e outra que oferta o produto a balcão.

Fonte: Mapa


Ocesc apoia uso

do trigo na ração animal

 


Marcos Antonio Zordan,
Presidente da Ocesc

09/02 - A proposta de uso do trigo na nutrição animal para amenizar a escassez de milho foi bem recebida pelas classes produtoras. O presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc), Marcos Antônio Zordan, considera a medida positiva, mas alerta para a necessidade de um programa de incentivo que estabeleça condições de preço, armazenagem e distribuição.

A previsão de quebra na safra de milho originou a pressão para o uso do trigo na ração animal. Por isso, o Ministério da Agricultura promoverá leilões para a venda do cereal

As expectativas das entidades representativas do agronegócio – especialmente aquelas ligadas à produção de aves e suínos – é de que, numa primeira etapa, pelo menos 500 mil toneladas de trigo sejam incluídas no mecanismo de leilões da Companhia Nacional de Abastecimento.

Zordan observa que a utilização do trigo na alimentação animal é uma alternativa viável em face da escassez de milho e da oferta de trigo no mercado. O Brasil consome mais de 10 milhões de toneladas de trigo, produz a metade e importa 5 milhões de toneladas da Argentina, Canadá e Rússia.
Santa Catarina, por outro lado, importa anualmente cerca de 2 milhões de toneladas de milho. Neste ano de 2012, em face da estiagem que assola as áreas produtoras, a importação pode chegar a 3 milhões de toneladas.

“Está faltando milho e há possibilidade de uso do trigo disponível no Brasil e no mercado internacional, mas é necessário estabelecer políticas para uso do trigo no arraçoamento dos plantéis”, expõe o dirigente. Lembra que o cenário de alta dos preços do milho e baixa oferta deve persistir, exigindo alternativas de suprimento do grão.

POSSÍVEL

O presidente da Ocesc calcula que Santa Catarina necessitará de 600 mil toneladas de trigo se adotar a indicação de substituição parcial do milho. O Estado abate cerca de 700 milhões de aves por ano.

Marcos Zordan informou que as cooperativas fizeram testes para substituição parcial (em 20%) do milho por trigo utilizado na formulação das rações para aves. Habitualmente, o milho representa 65% da composição das rações para aves. Os resultados indicaram uma conversão (transformação da ração em carne) menor, o que significa aumento dos custos totais de produção.

A conclusão, de acordo com os testes, é esta: o uso parcial do trigo na formulação da ração para aves se torna viável se a diferença de preço entre os dois insumos for maior que 10% - ou seja, o milho custar 10% mais caro que o trigo.


Palestra sobre produção de Peixe

no Dia de Campo Copercampos

 

08/02 - Campos Novos - Em parceria com a Epagri, a Copercampos realizará no dia 14 de fevereiro - às 10hs da manhã – no auditório do Campo Demonstrativo -, no primeiro dia do evento referência do agronegócio brasileiro, uma palestra direcionada aos piscicultores ou interessados em diversificar suas atividades nas propriedades rurais.

A palestra com o biólogo Rafael Padeiro Catarino, tem a finalidade de estimular a produção de alimentos com alto valor de proteínas aprimorando as condições socioeconômicas da população através do aumento da renda familiar. O representante da Recolast que comercializa no Brasil a Fábrica de Peixe executa o projeto em parceria com a Epagri e o sistema tem atraído grande procura pelos empresários rurais.

Com o tema “Fábrica de Peixe e Biodigestor: Intensificando o Agronegócio”, o público visitante da 17ª edição Dia de Campo terá mais esta opção de renda nas empresas rurais. A Fábrica de Peixe é um sistema de criação e cultivo intensivo, projetado para funcionar em espaço reduzido, com baixo custo de água, energia e mão de obra, permitindo assim uma produção econômica aliada a um fácil manejo.

Até o momento esta cultura estava limitada a grandes propriedades rurais que exigiam alta renovação de água, elevando consumo de energia, mão de obra especializada e área disponível. Essa moderna tecnologia abriu as portas para um novo projeto, onde se consegue produzir alimentos de excelente qualidade com baixo custo e complexidade operacional. Além de algumas vantagens citadas a Fábrica de Peixe contribui para proteção do meio ambiente.

Felipe Götz / Assessor de Comunicação Copoercampos


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